Petra é a cidade nabateia cor-de-rosa esculpida nas falésias de arenito do sul da Jordânia. Estabelecida no século IV a.C. por um povo árabe de comerciantes que controlava as rotas caravaneiras entre a Arábia, Damasco e o Mediterrâneo, tornou-se a capital do seu reino no século II a.C. e atingiu o seu apogeu sob o rei Aretas IV (9 a.C. – 40 d.C.). O Tesouro (Al-Khazneh) — a icónica fachada helenística de 37 metros revelada no final do Siq — foi provavelmente o seu mausoléu.
Anexada por Roma em 106 d.C., devastada pelo terramoto de 363 d.C. e progressivamente abandonada ao longo dos séculos seguintes, Petra permaneceu perdida para o mundo ocidental até ser redescoberta pelo viajante suíço Johann Ludwig Burckhardt em 1812. A UNESCO inscreveu todo o parque arqueológico em 1985 (critérios i, iii, iv); uma votação popular mundial elegeu-a uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo em 2007.
O que se percorre é de dimensões colossais — 264 quilómetros quadrados de túmulos esculpidos, templos, vias processionais, palácios reais, um teatro romano talhado na rocha e o monumental Mosteiro (Ad Deir) no topo de uma subida de 800 degraus. Reserve no mínimo um dia inteiro, dois se dispuser de tempo, três se tencionar percorrer os trilhos mais tranquilos afastados do percurso principal.